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A floresta é uma das actividades com maior potencial no nosso país. Em primeiro lugar, porque já é praticada há muitos anos em Portugal e, por isso, os nossos produtores florestais possuem um “know how” muito significativo. Depois, porque é uma actividade que depende na sua totalidade de recursos naturais, e das poucas que ainda os usa com “conta, peso e medida”, indo, por isso, ao encontro das políticas de preservação e protecção do ambiente. Este é um ponto que tem vindo a diminuir de importância, devido à conversão de terrenos outrora afectos a espécies de crescimento lento para espécies de crescimento rápido, as quais são muito mais exigentes em recursos e, por conseguinte, menos “amigas” do ambiente. Finalmente, e talvez o mais importante, existe mercado para os nossos produtos. Uma vez que, segundo as previsões da EU, as áreas de pousio tenderão a aumentar, a floresta poderá vir a ser considerada como uma actividade alternativa, que poderá crescer e colmatar os decréscimos de rendimento e de postos de trabalho. Talvez fosse agora interessante e importante estudar a potencialidade do uso de vários tipos de madeira, tentando encontrar usos alternativos para os produtos já existentes e novos e para os actuais e novos mercados.

Actualmente a floresta ocupa 38% da área nacional, representa 3% do VAB da economia e dá emprego a 3,3% da população activa. Os valores actual e potencial da nossa floresta foram tidos em conta aquando do desenvolvimento do Plano Florestal Nacional publicado no inicio de 2003. O referido plano tem como objectivo estratégico central a gestão florestal sustentável, para o que foram implementadas acções e medidas que deverão produzir efeitos positivos em quatro áreas estratégicas: a estrutura da propriedade florestal, a descordenação e desorganização da acção publica, a complexidade dos actos da administração pública e procedimentos de acesso aos instrumentos de apoio ao sector e a inadequação dos regimes de ajuda, e a elevada taxa de rsico associada à produção florestal.

Os apoios à floresta encontram-se inseridos no plano de desenvolvimento rural. Assim, as ajudas previstas deverão contribuir para o desenvolvimento das funções económicas, ecológicas e sociais da floresta nas zonas rurais. Os apoios serão dados a florestas privadas ou na posse de municípios e variarão entre €40-€120/ha. As medidas abrangidas serão dirigidas para: a florestação de terrenos desde que compatíveis com o ambiente; o investimento na melhoria das condições económicas, ecológicas ou sociais; o investimento na colheita, transformação e comercialização dos produtos florestais; a promoção de novos mercados para a utilização e comercialização de produtos florestais; a constituição de associações de produtores florestais; e, finalmente, o restabelecimento do potencial silvícola.
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