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quinta, 10 janeiro 2019 11:04 Written by

Foi celebrado em Angola, na província de Huíla, um protocolo de cooperação entre a Associação dos Jovens Agricultores de Portugal (AJAP) e a Associação dos Jovens Agricultores de Angola (AJANG), que visa a troca de experiência e a formação técnico-profissional agrícola.

Numa cerimónia testemunhada pela Diretora do Gabinete Provincial da Agricultura, Pecuária e Pescas, Mariana Soma, os representantes de ambas as associações manifestaram o seu entusiasmo e agrado na consumação desta parceria. O Diretor-Geral da AJAP, Firmino Cordeiro, afirmou que «se deve desenvolver espírito e vontade profissional para o êxito de uma atuação delineada, que fortaleça elementos catalisadores, que assentem na diversificação económica, uma vez que a agricultura é a base e a indústria é o fator decisivo.»

Uma parceria que pretende impulsionar o desenvolvimento da agricultura, fomentar a produção e minimizar a pobreza da população. De acordo com Yudo Borges, Presidente da AJANG, «permitirá, também, mecanizar a produção agrícola e criar as condições para importantes trocas de experiências com os melhores agricultores de África e do mundo, produzindo dentro dos padrões internacionais, atendendo às normas de segurança e qualidade.»

A AJANG é a primeira e única Associação de Jovens Agricultores a surgir em Angola, e terá a sua sede na Huíla, e à semelhança da AJAP, terá delegados espalhados pelas diferentes províncias. O objetivo principal é reabilitar as camadas jovens na agricultura, fazendo o elo de ligação entre os jovens e as organizações governamentais, ajudando-os a superar diversos constrangimentos, que têm sido os causadores da desistência laboral na agricultura e impulsionadores da procura de outros trabalhos.

O potencial de desenvolvimento agrícola em Angola é vasto, mas há necessidade de superar alguns obstáculos, e o representante da AJANG refere que utilizará a sua experiência enquanto agricultor, como uma das ferramentas de incentivo aos jovens que se pretendam instalar no seio agrícola angolano, bem como contará com o apoio e da AJAP, essencialmente no âmbito da formação agrícola.

«A Associação dos Jovens Agricultores de Portugal, abriu-nos as portas e nós queremos beber da vasta experiência que tem. Nós temos o nosso modelo, em Portugal o modelo é outro, deparamo-nos com duas realidades diferentes, e a nossa parceria vai ser muito importante nessa partilha de informação e aconselhamento», relevou Yudo Borges, deixando evidente que existe uma expectativa muito positiva que advém da parceria de cooperação estabelecida entre as duas associações.

 

 AJANG

 

quinta, 10 janeiro 2019 10:58 Written by

Mediante a estratégia de internacionalização que a AJAP tem levado a cabo, nomeadamente em Moçambique, a Associação esteve presente na Conferência de Investimentos – Lançamento do II Plano Estratégico da Província de Gaza 2018-2027.

Um evento realizado na vila municipal da praia do Bilene, destinado a conhecer as oportunidades de investimento que a província de Gaza oferece nos setores do turismo, da agricultura, dos recursos hídricos, entre outros. «Esta província, é de uma grande riqueza em recursos hídricos, oferece a possibilidade para o cultivo de uma enorme variedade de hortícolas. De facto há muito potencial, portanto, é necessária abertura por parte dos investidores,» sublinhou Firmino Cordeiro, Diretor-Geral da AJAP, reiterando a importância de captar investimento privado, com capacidade de transformar a província.

O ambicioso Plano Estratégico de Desenvolvimento do Governo Provincial de Gaza, pretende impulsionar o progresso e o crescimento socioeconómico da região, nos próximos dez anos, revitalizando uma região que tem sido esquecida quando se trata de investimentos de maior relevância. Gaza é tida como um polo de vantagens competitivas, e para incentivar e atrair investimento, o Governo vai simplificar os procedimentos burocráticos para a abertura de empresas e concessão de licenças, conceder incentivos fiscais e aduaneiros, e melhorar o ambiente de negócios, particularmente para a reforma legal.

«É chegado o momento de Gaza estar na rota dos grandes investimentos, pois esta região é especial e única», proferiu Stella Graça, Governadora de Gaza, lançando o apelo a todos os que fizeram questão de estar presentes, e em particular aos agentes económicos.

O Diretor-Geral da AJAP, entrevistado no decorrer do evento para a TVM-Televisão de Moçambique, deixou também a sua opinião sobre algumas diretrizes que podem levar a província de Gaza ao caminho do sucesso no setor agrícola, «os agricultores têm que estar mais organizados nas suas associações, provavelmente nas suas cooperativas, fazer mais ou agregar aquelas que existem, de forma a que todos os agricultores sintam que este movimento associativo e cooperativo é destinado a eles. Outra coisa em que é necessário pensar é a possibilidade de os agricultores terem acesso a crédito bancário, para alavancar os seus investimentos… Esta é uma preocupação em grande escala, sendo que a banca comercial não tem estado muito disponível para o fazer e há que encontrar mecanismos.”

Após a Conferência de Investimentos, o Governo local e o Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar do Botswana, assinaram memorandos de entendimento que visam o desenvolvimento da indústria da carne nesta província, aproveitando o potencial do setor agropecuário.  Uma medida que pode trazer a mudança, deixando a expectativa de que outras sejam implementadas e que bons investimentos se concretizem, alcançando a prosperidade.

CONFERÊNCIA1

 

CONFERÊNCIA2

quarta, 21 novembro 2018 12:05 Written by

A Associação de Jovens Agricultores de Portugal (AJAP) defendeu hoje que são necessários mais regadios em Portugal para ajudar a rentabilizar a agriculta e contrariar a desertificação do interior, replicando projetos como o Alqueva ou de menor dimensão.

Temos de replicar mais 'Alquevas' pelo país, ou 'mini-Alquevas' em certas regiões, de forma a que possamos ter mais água. Se tivermos mais água, mais rentável tornamos a nossa agricultura e mais facilmente contrariamos o abandono e a desertificação do interior", afirmou o diretor-geral da AJAP, Firmino Cordeiro, em declarações à agência Lusa. O responsável falava à margem a conferência "Valorizar o Interior", que está hoje a decorrer no Fundão, distrito de Castelo Branco, numa iniciativa organizada pela revista "Vida Rural" em colaboração com a autarquia fundanense. Frisando a importância da água na agricultura, Firmino Cordeiro subscreveu o apelo que já tinha sido deixado por outros oradores relativo à necessidade de se concretizar o projeto do Regadio a Sul da Gardunha, que há muito é reivindicado por produtores locais e pela Câmara do Fundão.

Segundo referiu, a agricultura está com um maior dinamismo e tem cativado novos agricultores de várias áreas de formação, o que comprova que as potencialidades do país não se resumem ao setor do turismo. "Somos um país de turismo, óbvio, mas somos um país de floresta e também um país agrícola, com solos únicos e com características endafo-climáticas únicas", acrescentou o dirigente desta organização que agrega 13 mil associados, entre jovens agricultores e agricultores membros.

Firmino Cordeiro esclareceu ainda que entre os novos projetos que têm surgido, a maioria estão instalados no interior do país, nomeadamente na Cova da Beira, região em que decorreu a conferência e em Trás-os-Montes. Presente nesta iniciativa, a ex-coordenadora da Unidade de Missão para a Valorização do Interior, Helena Freitas, frisou a importância que a agricultura pode ter no desenvolvimento do interior do país e salientou que são precisas "políticas territoriais" para colmatar os problemas existentes.

"O problema do país não é demográfico. O problema do país é a falta de políticas territoriais. Se tivermos políticas territoriais, seguramente resolvemos os problemas que estão a jusante", disse. Docente e investigadora na Universidade de Coimbra, Helena Freitas anunciou que a sua equipa está a desenvolver um projeto denominado "Cultivar" que visa criar uma rede de competência que permita uma maior valorização dos recursos endógenos.

Reiterou que o conhecimento, a ciência, a tecnologia e os sistemas de organização de produtores são vitais para criar uma agricultura mais competitiva, isto sem esquecer a denominada "agricultura familiar" e o papel que esta componente desempenha em termos produtivos.

Fonte: https://www.dn.pt/lusa/interior/associacao-de-jovens-agricultores-quer-mais-regadios-em-portugal-10188417.html

quinta, 10 janeiro 2019 10:12 Written by

Desde que foi criada em 2005 a parceria Estratégica Global, Portugal e China têm vindo a construir os alicerces, que demonstram atualmente a solidez das suas relações bilaterais. No decorrer destes anos envidaram-se um conjunto de esforços, dinâmicas e conteúdos reforçados no que concerne ao diálogo político, às relações económicas e culturais, estreitando-se os níveis de cooperação.

As empresas portuguesas têm-se assumido como parcerias úteis para empreendedores chineses. Acompanhando esta ótica, dos novos mercados, dos novos investidores e de novas parcerias, com vista à concretização de negócios, e como exemplo de quem segue os caminhos estratégicos e profícuos, a AJAP coorganizou e acompanhou uma visita de jovens agricultores chineses a algumas explorações agrícolas portuguesas.  

Os jovens agricultores, provenientes de diversas províncias da China, ingressaram nesta viagem a partir de um intercâmbio comunitário, da responsabilidade da Comunidade Europeia, tendo a oportunidade de conhecer diferentes realidades agrícolas em dissemelhantes geografias. A visita, que teve a duração de quatro dias, contemplou explorações de espargos, de arroz, de bovinos, de vinhos, de pera rocha, de hortícolas em hidroponia e de figos da índia, despertando o acentuado interesse na forma como se por cá trabalha a agricultura.

Acolher bem possíveis investidores e mostrar Portugal como um polo de referência e um parceiro de qualidade no espaço da lusofonia é um trabalho contínuo, e se a AJAP o demonstra a partir das iniciativas que organiza, também se manifesta a partir dos eventos que frequenta. Foi o caso da 5ª Gala Portugal-China, organizada pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa, onde se assinalou os 40 anos de relações diplomáticas. Um evento que contou com a presença do Embaixador da República Popular da China em Lisboa, Cai Run, na conferência sobre as relações bilaterais entre Portugal e China, bem como na gala que se seguiu com a entrega dos Prémios Mérito Empresarial.

PORTUGAL CHINA red

 

quinta, 10 janeiro 2019 09:59 Written by

O setor agrícola tem padecido de evidentes alterações ao longo dos anos. Se por um lado tem havido um crescente aparecimento de jovens agricultores e de novas culturas, por outro há manifestamente alguns desequilíbrios que ainda são necessários colmatar.

A Conferência Vida Rural com o tema “Valorizar o Interior”, que decorreu no Fundão, reuniu um conjunto de temas relacionados com desafios e oportunidades que apelam ao desenvolvimento da faixa interior do país. Uma discussão em torno da revitalização dos espaços rurais, de medidas para cativar jovens agricultores a instalarem-se no interior do país, da organização e da comercialização.
As regiões do interior de Portugal necessitam de ser valorizadas, a partir de medidas, de políticas e de esforços capazes de suprimir as dificuldades existentes, de forma a catalisar movimentação de massas para essas zonas e a implementação de mais agricultura. Este apelo (da revitalização do interior), cada vez mais invocado, denuncia a falta agravada de escalões mais jovens, do aumento da população envelhecida e de desemprego acentuado, o que se reflete no risco de abandono de zonas com um enorme potencial, se aproveitadas.
O Diretor Geral da AJAP, Firmino Cordeiro, foi um dos oradores da Conferência, tendo também sublinhado a importância e a necessidade da existência de mais regadios em Portugal, que não só ajudam a rentabilizar a agricultura, como também a contrariar a desertificação do interior do país. Neste contexto, vários oradores apelaram à concretização do projeto do Regadio a Sul da Gardunha, que há muito é reivindicado pela Câmara do Fundão e por produtores locais.
A agricultura pode ter um papel preponderante no desenvolvimento do interior do país, mas há que criar políticas territoriais, que consigam limar os problemas existentes. “Novos projetos têm surgido, muitos instalados no interior do país. Temos que continuar a apostar na instalação de Jovens Agricultores, de forma consistente e percecionada em toda a sua dimensão, ou seja, devemos encarar este investimento como integrado numa estratégia mais abrangente e complementar do desenvolvimento regional e nacional. Fixar jovens no interior do país é um contributo para a minimização do preocupante fenómeno de desertificação, para a sustentabilidade e coesão das áreas rurais”, defende o Diretor Geral da AJAP.

VALORIZAR O INTERIOR resize

quinta, 10 janeiro 2019 10:50 Written by

 A água é um recurso natural cada vez mais escasso, sendo incontestável a necessidade de se planear conscientemente a sua utilização, por forma a evitar limitações económicas e sociais, devido à sua insuficiência qualitativa e quantitativa.

A AJAP esteve presente numa sessão de esclarecimento sobre a água, saneamento e desenvolvimento sustentável, que contou com a atual Presidente do Conselho de Administração da “Sanitation and Water for All” (SWA – Água e Saneamento para todos), Catarina Albuquerque, como oradora. Esta organização é uma parceria de governos e seus análogos de desenvolvimento, incluindo a sociedade civil, o setor privado e organismos da ONU, com objetivos de estimular o diálogo político, coordenar e monitorar o progresso em direção às metas de saneamento, água e higiene dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

“O direito à água e ao saneamento foram reconhecidos apenas em 2010, ou seja, são fatores que são imprescindíveis ao pleno gozo de uma vida digna e de todos os direitos humanos”, como explicou Catarina Albuquerque, que este foi o mote para incluir a água e o saneamento nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Mesmo tratando-se de um direito, o percurso tem sido atribulado, colocando os Governos a trabalhar de forma progressiva, dentro dos recursos disponíveis, para a sua execução, sendo que a implementação dos ideais de desenvolvimento sustentável apenas será possível através da mudança de conceção de desenvolvimento de cada país.

“As obrigações jurídicas nesta matéria são do governo a nível nacional, mas obviamente que os governos não podem, nem devem fazer tudo sozinhos. Devem estar ao volante dos destinos do país, mas devem poder contar com o apoio de instituições de cooperação, ou agências das Nações Unidas, entre outras”, esclareceu a Presidente do Conselho de Administração da SWA, reiterando também que o papel desta organização é justamente de auxiliar e fazer a ponte com o diálogo governamental.

Atualmente o desafio ainda é colossal, pois, em conformidade com os ODS, se se pretender conseguir a disponibilidade e sustentabilidade de água potável e esgotos sanitários para todos, também se terá que garantir os recursos à fatia da população mundial que não tem possibilidade de financiar os custos desses serviços.  Esta situação é particularmente delicada, já que existe uma mercantilização dos recursos e serviços relacionados com a água, que permite o controle dos mesmos por empresas privadas.

Catarina Albuquerque não só abordou a problemática social, mas também ambiental, já que o tema da água e da própria sustentabilidade é um ciclo com falta de alicerces. Os processos antrópicos (ações resultantes da ação humana) como a poluição dos “corpos” de água, são um problema que também exigem medidas coesas e soluções.

É premente criar um planeamento global a longo prazo, que insira nas políticas públicas a universalização dos serviços essenciais, assentes no princípio da igualdade.

 SWA

 

quinta, 08 novembro 2018 15:36 Written by

 

 

Angola tem potencialidades naturais para alcançar níveis de produção sustentáveis. A existência de solos férteis para a agricultura, clima e os recursos hídricos, constituem fatores favoráveis ao desenvolvimento agropecuário e consequentemente económico do país.

Apesar das enormes potencialidades, registam-se fortes carências no campo da investigação, bem como na capacitação técnica em diversos domínios, desde a irrigação, ao desenvolvimento de novas variedades e novas culturas. Neste sentido, o Ministro da Agricultura, Capoulas Santos, afirmou que uma das prioridades na cooperação entre Portugal e Angola é a agricultura.

Foi também no âmbito da troca de informação e de identificação de prioridades neste país da costa ocidental de África, que a AJAP enquanto organização não-governamental para o desenvolvimento e organização membro do CES – Conselho Económico e Social, defendendo e promovendo os superiores interesses relacionados com a atividade agrícola, em solo nacional e internacional, vai assinar brevemente um Protocolo de Cooperação com a AJANG – Associação dos Jovens Agricultores de Angola.

Além de um conjunto de circunstâncias favoráveis e que vão permitir aprofundar a relação entre as duas Associações, a AJAP detentora de uma vasta experiência de cooperação internacional no âmbito do setor agrícola, irá providenciar a assistência técnica e de apoio às explorações de agricultores e de jovens associados da AJANG, bem como capacitar os dirigentes, e em colaboração com a Associação angolana promover formação profissional e empresarial aos futuros agricultores.

O protocolo de Cooperação que se celebrará no próximo dia 30 de novembro, na Província da Huíla, constitui mais um reconhecimento do bom desempenho e consolidação da Associação dos Jovens Agricultores de Portugal junto dos países da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).

A assinalar também o mesmo dia, vai realizar-se o 1º Encontro de Jovens Agricultores, promovido pela AJANG, e com o tema “CULTIVEMOS UMA NOVA ATITUDE NO MEIO RURAL”. Em debate estarão diversos temas fulcrais do seio agrícola angolano, com particular incidência na importância da participação dos jovens no rejuvenescimento da agricultura e na revitalização do meio rural.

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segunda, 22 outubro 2018 11:05 Written by

 

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Organizada pelo Instituto de Promoção do Comércio e Investimento de Macau, a MIF é um dos mais empolgantes eventos internacionais anuais de economia e comércio desta Região Administrativa Especial da República Popular da China.

A 23ª edição, que decorreu de 18 a 20 de outubro, teve como tema “Cooperação – Chave para Oportunidades de Negócios”, objetivando a promoção do comércio multilateral, recursos, mercados, a economia de Macau, através da apresentação de produtos e de oportunidades de investimento dos participantes estrangeiros.

Em simultâneo decorreu a PLPEX – Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa, com o intuito de cimentar o papel de Macau enquanto plataforma de cooperação entre a China e o mundo Lusófono, estruturada em quatro espaços distintos: zona industrial, zona de produtos alimentares, zona dos setores não alimentares e zona de serviços.

A Feira Internacional de Macau é uma montra de diversas atividades, albergando exposições, conferências e bolsas de contactos que permitem a captação de parceiros estratégicos e de oportunidades de negócio. A AJAP marcou presença com um stand, dando a oportunidade aos visitantes de degustar alguns produtos tradicionais portugueses, como o azeite, o queijo e os enchidos. A Associação dos Jovens Agricultores de Portugal mantém uma forte aposta em ações estruturantes relacionadas com a internacionalização, vendo nos mercados de grandes potências a oportunidade de conhecimento, partilha e estabelecimento de parcerias.

quarta, 10 outubro 2018 11:15 Written by

A Comissão Eventual de Acompanhamento do Processo de Definição “Estratégia Portugal 2030”, promoveu com a colaboração da Universidade de Évora, uma audição pública dedicada ao tema “Desenvolvimento Sustentável”, no passado dia 9 de outubro.

A audição contou com a participação de diversas instituições e representantes de empresas agrícolas profissionais, incluindo a AJAP – Associação dos Jovens Agricultores de Portugal, representada pelo Diretor Geral, Firmino Cordeiro, orador no primeiro painel.

Sob o tema Desenvolvimento Sustentável, e compreendendo diversos subtemas da política agrícola, o desenvolvimento rural e florestas, mar e pescas, demografia, ambiente e alterações climáticas, e modernização da administração, os representantes das entidades presentes, tiveram a oportunidade de expor ideias e apresentar moções à Comissão Eventual de Acompanhamento do Processo de Definição da Estratégia Portugal 2030, presidida pelo deputado João Paulo Correia.

Um dos enfoques residiu na temática da desertificação, problemática que assola em dimensões elevadas várias regiões do país, com particular incidência na faixa interior. A AJAP, convicta de que Portugal necessita de um espaço Rural mais dinâmico, mais desenvolvido, mais empreendedor, mais jovem, com maior sustentabilidade e preservação dos recursos, relembrou o papel preponderante que a Figura do Jovem Empresário Rural pode vir a ter nestas áreas.

Urge rejuvenescer o tecido agrícola nacional, é nos Jovens, que hoje estão cada vez mais, dotados de formação e informação, mais conhecedores de realidades dissemelhantes e de novas tecnologias, que pode residir maior expectativa de investimento no Espaço Rural. O conceito de Jovem Empresário Rural associado aos Jovens Agricultores é seguramente um instrumento preponderante que trará um impacto positivo a estes territórios, nomeadamente ao nível da dinamização económica, demográfica, inovação e criação de emprego, fatores extremamente relevantes para uma maior coesão territorial, através de investimentos multifuncionais associados às suas atividades estruturantes, agricultura, floresta, turismo e gestão dos recursos naturais.

A AJAP deixou clarificada a sua posição nesta temática, que já vem sendo debatida em sucessivos governos, ficando a expectativa de que de uma forma integradora, o país e o governo construam uma estratégia concertada e profícua.

quarta, 26 setembro 2018 15:41 Written by

O Presidente do CEJA, Jannes Maes, que participou recentemente no III Fórum Qualidade e Competitividade Agroalimentar em Moçambique, a convite da AJAP, onde foi um dos oradores, revelou alguns anseios e perspetivas em relação ao futuro dos Jovens Agricultores.


«A importância e o reconhecimento de um estatuto global e de políticas para os Jovens Agricultores, só é possível acontecer quando esta massa for devidamente reconhecida. Vivemos num mundo que está em rápida mudança e com cada vez mais gente, o que significa que necessitaremos de mais bens alimentares, que só serão possíveis através de produção em massa e de menos desperdício alimentar.


É crucial começarmos a agir já, e temos várias etapas que poderão ajudar nessa mudança. Uma estrutura consistente pode ser concedida por organizações sólidas, como a AJAP e o CEJA, nos campos europeus. Uma organização estruturada é capaz de formar pessoas, fazer chegar mais e melhor conhecimento aos Jovens Agricultores, seja na Europa, em África, na Ásia ou na América.
A produção de alimentos, envolve mais do que apenas produzir. A produção de alimentos e a agricultura, baseia-se no empreendimento e num empenho ímpar. Creio que investir na agricultura, nas áreas rurais, em novas gerações de agricultores será o caminho para o desenvolvimento e para acabarmos com a fome.»


Jannes Maes, esteve também presente na reunião informal dos Ministros da Agricultura, na Áustria, onde discursou relativamente à construção do futuro de áreas rurais vitais e à produção de alimentos de qualidade na União Europeia.
Num comunicado de imprensa emitido pelo CEJA, ficou clara a importância de investir em medidas sólidas e ambiciosas na futura PAC (Política Agrícola Comum) que apoiem os jovens agricultores.


«Se os jovens sentirem que não podem ter uma vida adequada como agricultores, não permanecerão no setor. Os jovens das áreas rurais necessitam de ter oportunidades e garantias se quiserem ficar no campo, trabalhar e morar lá. Sem eles, as áreas rurais perderão a vitalidade, bem como um acelerado despovoamento.

Um rendimento estável e competitivo para os jovens agricultores está em foco, como forma de assegurar o desenvolvimento das áreas rurais. O papel da União Europeia é, portanto, apoiar os jovens agricultores através de medidas mais ambiciosas na futura PAC.
O CEJA acredita que é imprescindível caucionar mais de 2% dos fundos do I Pilar para os jovens agricultores. Uma definição forte e concreta para o agricultor ativo, também permitirá uma melhor redistribuição dos pagamentos diretos para aqueles que realmente necessitam.

O CEJA enfatiza também a necessidade de uma abordagem coletiva a nível da UE, para que as comunidades rurais possam beneficiar do mesmo apoio, independentemente da sua localização.
Os Jovens Agricultores precisam dos incentivos certos para investir no seu futuro e deverão ser devidamente apoiados na prossecução destes esforços na PAC após 2020. Isto, por sua vez, alimentará a vitalidade, o dinamismo e a preservação cultural do campo.»

 

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Presidente do CEJA Jannes Maes e o Diretor Geral da AJAP, Firmino Cordeiro

 

sábado, 08 setembro 2018 15:52 Written by

A AJAP marcou presença na 6ª edição da AgroGlobal, entre 5 e 7 de setembro, em Valada do Ribatejo, Cartaxo.

A AgroGlobal – Feira das Grandes Culturas, albergou cerca de 390 expositores, nos 200 hectares de terreno do mouchão da Fonte Boa, onde foram também instaladas 19 culturas agrícolas em diversos campos de ensaio. Um certame, de cariz totalmente diferente, permite aos profissionais do setor assistir ao vivo ao trabalho de tratores, alfaias e outros equipamentos, revelando-se também uma montra de meios tecnológicos e científicos, muito direcionados para a agricultura de precisão.

Encontros de negócios, visitas aos campos de demonstração, e debates que se realizaram nos dois auditórios da feira, os quais receberam um leque diverso de oradores. Em destaque, estiveram temas como a Revisão da PAC 2020, o Regadio em Portugal, a Agricultura de Precisão, o Olival Português, a Internacionalização, entre outros tópicos da atualidade e do futuro agrícola, que contaram com intervenções de diversas personalidades nacionais e internacionais ligadas ao setor, nomeadamente do Ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, do ex-Ministro da Agricultura, Arlindo Cunha e da visita do Primeiro Ministro, António Costa.

Para a AJAP, a sua participação nesta que é a maior feira agrícola nacional ao ar livre, constitui uma oportunidade de partilhar conhecimento, elucidar a comunidade sobre a importância do setor agrícola para o desenvolvimento económico, sobre as atividades que desenvolve em Portugal, na Europa e nos países da CPLP.

 

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